quinta-feira, 16 de julho de 2015

Revistas divulgam o pensamento libertário anarquista-individualista, por Paulo Marques


Revistas divulgam o pensamento libertário anarquista-individualista 



Foram lançadas, ano passado e neste ano, na Espanha, duas revistas de grande significado para o pensamento libertário em geral e anarquista em particular. São as revistas"Zodaxa"(2014)"Stirner"(2015), ambas tem em comum a proposta de divulgação do pensamento libertário de tradição anarquista-individualista.

O anarquismo individualista nasceu como uma das tradições do pensamento anarquista, caracterizado, fundamentalmente pela priorização do individuo sobre todo tipo de determinação externa, no qual ele é um fim em si mesmo e não um meio para uma causa, incluindo grupos, "bem comum", sociedade, tradições e sistemas ideológicos.

Pode-se dizer que o anarquismo individualista nunca foi um movimento social, ideologia ou doutrina, mas um fenômeno filosófico/literário ou mesmo um comportamento, um ethos libertário. Ele surge em primeiro lugar nos Estados Unidos e depois na Europa no século XIX, sendo aderido especialmente por autores norte-americanos. No Brasil uma das figuras que mais teve influências dos anarquistas individualistas foi a educadora Maria  Lacerda de Moura.



Obra "Renovação" de Maria Lacerda de Moura, publicada em 1919, relançada este ano pela Plebeu Gabinete de Leitura e edições UFC, permite conhecer um pouco mais sobre o pensamento da educadora libertária e suas influências. 


As primeiras influências filosóficas identificadas são de Willian Godwin, D. H. Thoreau, Proudhon, Benjamin Tucker, Lysander Spooner, Emma Goldman, Max Stirner e Zo 'dAxa. Na contemporaneidade destacam-se os filósofos Michel Onfray, Wendy McElroy e Sharon Presley.


Willian Godwin(1756-1836)foi um jornalista inglês, filósofo, político e novelista. É considerado o precursor do pensamento anarquista moderno que emerge no contexto do iluminismo.

Lysander Spooner(1808-1887) foi um jurista norte-americano, filósofo político, empresário, abolicionista e um dos mais significativos expoentes do anarquismo individualista. Sua interpretação libertária  do direito natural o levou a propor o levante das pessoas contra os governos em sua obra "A ciência da Justiça" onde critica a função dos governos, exército e  política como ferramentas que servem para proteger a plutocracia e os monopólios, relacionados com o conceito de Estado e poder.





Benjamin Tucker (1854-1939) é considerado o principal defensor norte-americano do anarquismo individualista. Foi editor do periódico anarquista americano Liberty.





Emma Goldman(1869-1940) Nascida na Lituania, ficou conhecida como uma das mais expressivas figuras do anarquismo americano por seu ativismo e escritos políticos e conferências que reuniam milhares de pessoas. Admiradora de Nietzsche, foi identificada como a anarquista-individualista que teve papel fundamental no desenvolvimento do anarquismo nos Estados Unidos na primeira metade do Século XX.


Michel Onfray(1959) é um filósofo francês contemporâneo. Se auto identifica como um libertário e nietzschiano de esquerda. Fundador da Universidade Livre de Caen, é caracterizado como um pensador que afirma a razão o hedonismo e o ateísmo. Tem como referências os pensadores gregos que celebram a auttonomia do pensamento e da vida como Diógenes o Cìnico, Arisitpo de Cirene e outros da tradição que ele denomina como "irmãos do Espírito Livre" entre outros como os libertinos e a Escola de Frankfourt.




"STIRNER"





 A revista "Stirner" é editada em Barcelona, seu nome é uma homenagem a Max Stirner, codinome de Johann Kaspar Schmidt(1806-1856), um dos principais pensadores libertários individualista do século XIX. Stirner ficou conhecido a partir de sua obra "O único e sua propriedade" no qual faz uma crítica radicalmente anti-autoritária e individualista da sociedade.


Max Stirner (1806-1856)







Na apresentação da revista os editores divulgam a ampla gama de temas que são abordados já no primeiro número: 
"Neste primeiro número visitamos as praias da Califórnia e as barricadas parisienses e analisamos a revolução digital e a criação artística, descobrimos Xavier Dolan, o enfant terrible do cinema de autor com apenas 25 anos; nos transportamos aos subúrbios da cultura rave britânica na época de Margareth Thatcher e trazemos um olhar sociológico sobre o uso das drogas a partir do humor. Também ha espaço para explorar o vitalismo naturalista de Thoreau, e naturalmente para pensar o contrário: entrevistamos o teórico americano Kevin Carson e Enric Durán, o ativista catalão que em 2008 expropriou meio milhão de euros dos bancos para financiar movimentos sociais(essa expropriação se deu por vias legais, empréstimos em vários bancos que não foram pagos). Frances Moore nos revela as experiências de autogestão operária na Emília Romana e fechamos com as réplicas que Max Stirner dedicou aos seus adversários após a publicação de o "Único e sua propriedade", traduzidas diretamente do alemão. Mas isso são apenas retalhos de um primeiro número que, como já puderam suspeitar, tem um único ponto de gravidade: a mudança".




"ZODAXA"


Acima a revista número 1 e a baixo a número 2


 "ZODAXA", foi lançada em 2014, na mesma linha libertária anarquista-individualista de "Stirner". Ela também traz em seu nome uma homenagem a uma das figuras mais expressivas do anarquismo individualista francês no século XIX, Alphonse Gallaud de la Pérouse, conhecido pelo seu codinome de Zo' dAxa, nome que tem origem grega que significa "eu vivo mordendo ou de forma mordaz".

No primeiro número da revista não poderia faltar um texto de Nietzsche "O Novo ídolo". O pensador alemão tornou-se uma das principais referências para os anarquistas individualistas, sendo a mais conhecida Emma Goldman. Alguns pesquisadores destacam a profunda identidade entre o pensamento de Nietzsche e de Stirner, principalmente em relação  a centralidade que ambos dão à singularidade de cada indivíduo e sua vontade, dispositivo de possibilidades do vir -a -ser livre de cada um, o que Nietzsche vai denominar como espírito-livre. Malgrado sua aversão a toda e qualquer ideologia, e isso incluía comunistas e anarquistas, que para Nietzsche eram idealidades baseadas em ressentimento, a  concepção do filósofo, da mesma forma que Stirner, tem um profundo caráter libertário. Como dizia Nietzsche, "Derrubar ídolos, eis minha função". 






O segundo número da revista, lançado em janeiro deste ano,  traz o clássico texto de Max Stirner "O falso princípio da nossa educação", escrito em 1842, em forma de artigo para o jornal Gazeta Renana,  a pedido do então editor, o jovem hegeliano Karl Marx. Neste texto Stirner faz uma crítica radical à educação institucionalizada e que começava a tomar forma no que viria a ser logo em seguida o modelo estatal prussiano de educação, baseado sobretudo na disciplina militar, hierarquia, dominação do Estado sobre o individuo e adestramento para a formatação de homens em peças da máquina econômica e política da modernidade. Qualquer semelhança com a atual caracterização do ensino institucional na atualidade não é mera coincidência. Eis um dos motivos para a atualidade do texto de Stirner.






Mas quem foi Zo'dAxa? o homenageado que dá nome a Revista?









Zo D"Axa ( que em grego significa mais ou menos "eu vivo a morder) codinome de Alphonse Gallaude de la Pérouse foi um dos mais célebres anarquisas individualistas franceses do século XIX. Nasceu em Paris em 24 demaio de 1864 e morreu em 30 de agosto de 1930, em Corniche, Marselha.



Zo d'Axa foi jornalista mordaz (sempre mordia) que, com seus pequenos jornais, causou sensação em 1897, lançando protestos e imprecações ideológicas, sobretudo acerca das eleições presidenciais francesas. 

Era um libertário por excelência, aventureiro, antti-militarista, comediante satírico, sarcástico, pintor e fundador de duas das mais lendárias revistas liberttárias francesas, L'EnDehors (Por Fora) e La Feuille ( A Folha). Esta última tão violenta quento a primeira, teve 25 edições, de 1897 a 1899, continuando suas campanhas contra as injustiças da época, contra os presídos infantis, pela revanche dos mendigos, contra as hipocrisias da política, a venalidade da imprensa, em favor do aborto, pelo amor livre e a descriminalização do homossexualismo. 



"Por Fora" (acima) e "A Folha" (abaixo),  as duas lendárias publicações de de Zo d'Axa 


Considerado um dos mais emblemáticos anarquistas-individualistas da virada do século XIX para o XX, Zo d'Axa foi implacável em seus ataques às elites iluminadas eleitoreiras, mas também não poupou os medíocres eleitores, trabalhadores honestos e homens comuns subservientes às elites. Evocou insurreições em diversas frentes e ironizou muitos dos aspectos da sociedade burguesa em que viveu. Sua postura liberária acabou lhe trazendo muitos problemas com a justiça, que o perseguiu com tenacidade. Em 1892, fugiu para a a Inglaterra, Holanda e Itália onde foi expulso. Acabou na Grécia e na Turquia, fixando-se em Jaffa, onde amargou uma pena de dezoito meses de cadeia como prisioneiro político. Em 1895 publicou seu livro mais conhecido: "De Mazas à Jerusalém", que continha os relatos de sua vida. O livro obteve grande sucesso. Zo' dAxa se suicidou na França em 1930. 



Livro mais famoso de Zo d"Axa




Abaixo publicamos “Nós” , um dos artigos mordazes escrito por Zo'dAxa em sua revista L'En-Dehors(Por Fora) em 1896.



Nós

Eles falam sobre Anarquia.
Os jornais estão despertos. Camaradas são entrevistados e "L’Éclair" entre outras coisas, diz que há uma divisão entre os anarquistas.
É com relação à questão do roubo que opiniões estão divididas.
Alguns, como é dito, querem constituí-lo como um princípio; outros irrevogavelmente o condenam.
Bem! Seria impossível para nós assumir uma posição em tal questão. Este roubo poderia nos parecer algo bom e poderia ser aprovado; ele também nós poderíamos considerar violento e repugnante.
Não existe Absoluto.
Se os fatos nos levam hoje a especificar este e aquele meio de ver ou ser, todo dia, nos vívidos artigos de nossos expressivos colaboradores, nossa determinação tem sido claramente afirmada:
Nem em uma parte (partido) ou um grupo.
Estamos fora disso.
Seguimos nosso próprio caminho — indivíduos, sem a Fé que salva e cega. Nosso desgosto com a sociedade não engendra em nós nenhuma convicção imutável. Lutamos pelo prazer da batalha, e sem qualquer sonho de um futuro melhor. O que nos importamos com amanhãs que não vieram por séculos! O que nos importa nossos netos e sobrinhos! Estamos fora de todas as leis, de todas as regras, de todas as teorias - mesmo anarquistas; a partir deste instante - de imediato - que queremos devotar nossa piedade, nossos ímpetos, nossa dedicação, nossas raivas, nossos instintos - com o orgulho de sermos nós mesmos.
Até agora nada se revelou a nós como radiante para além do horizonte. Nada foi nos dado em critério constante. O panorama da vida muda sem cessar, e os fatos aparecem para nós sob uma luz diferente dependendo da hora. Nós nunca vamos reagir contra as atrações de pontos de vistas contraditórios. É algo simples. O eco de sensações vibrantes ressoam aqui. E se a impetuosidade desoriente por sua imprevisibilidade, é porque nós falamos das coisas do nosso tempo como fariam os bárbaros primitivos com que tivesse subitamente caído entre eles.
Roubo!
Nunca nos ocorreu assumir a posição de juízes. Existem ladrões que nos deixam descontentes: certamente; e é aí que gostaríamos de atacar: provavelmente. Mas isto exerceria seu fascínio mais que pelo fato bruto.
Não vamos colocar em palco uma Verdade eterna - com um V capital.
É uma questão de impressão.
Um corcunda poderia me desagradar mais que um amável reincidente.







Para saber mais e adquirir as revistas as páginas no facebook: 

Revista Stirner : https://www.facebook.com/pages/Stirner/449390535238521?fref=photo

Revista Zodaxa: https://www.facebook.com/AnarquismoIndividualista?fref=ts









sexta-feira, 3 de julho de 2015

UFPel terá disciplina optativa de Educação Libertária no segundo semestre de 2015






Neste segundo semestre de 2015 teremos, pela primeira vez  na UFPel uma  Disciplina Optativa sobre Educação Libertária. A disciplina foi elaborada e será ministrada pelo professor Paulo Marques, da Faculdade de Educação, que também coordena o Grupo de Pesquisa "Memória, teoria e prática de Educação Libertária no Rio Grande do Sul" que iniciará seus trabalhos neste segundo semestre e tem vigência de 12 meses. 

A disciplina também contará com a colaboração do professor Édio Raniere da Psicologia,  que trabalhará a teoria de Nietzsche. 

A disciplina denominada  Filosofia, Educação e Sociedade, diferentes leituras e reflexões, com o código 0360261 terá 20 vagas,  4 créditos, 68 h/a e será realizada toda sexta-feira das 13h30h às 16h50min na Faculdade de Educação( a sala será ainda definida)

Segundo o professor Paulo Marques "essa disciplina surge a partir da necessidade de conhecer e aprofundar a reflexão sobre um pensamento filosófico que teve e tem uma fundamental importância para a educação, seja em relação a sua história como as possibilidades que apresenta de uma educação baseada em práticas de liberdade, autonomia,  antiautoritarismo, cooperação, respeito às diferenças e singularidades e perspectiva de formação de sujeitos livres".  Marques destaca ainda que "Por apresentar essa ideia de educação libertária que critica profundamente o Estado, instituições e ideologias totalizantes e absolutistas, essa proposta esteve e ainda está marginalizada na academia,  em especial na pedagogia". 

O pensamento dos educadores libertários, segundo Marques, se caracteriza por sua radicalidade, no sentido daquele que vai na raiz da questão, a mais profunda, ou seja, aquela que aponta questões fundamentais como por exemplo, de que formação e conhecimento estamos falando na educação? E para quê? qual o sujeito que queremos formar? um sujeito sujeitado, doutrinado, amansado, disciplinado, cumpridor de ordens e parte do rebanho de funcionários que o Estado e o mercado exigem? ou um individuo autônomo, livre que busca construir seu próprio caminho, ou como dizia Nietzsche, capaz de "tornar-se ser aquilo que se é" e não aquilo que outro(moral, religião, ideologia, Estado) querem que seja".

Outra questão chave que será trabalhada na disciplina diz respeito a discussão do que significa a Escola. Para Marques " a reflexão e a prática dos s educadores libertários é também uma  crítica a escola como sinônimo de educação. Mesmo que os libertários tenham proposto projetos de escola, o fundamental pare eles sempre foi e educação como construção de conhecimentto e saber, portanto,  é muito mais que escola, até mesmo pode-se dizer que a escola, para os libertários, se caracteriza como  uma anti-educação, na medida em que sua função é muito mais de disciplinamento, controle e doutrinação para os interesses do Estado do que um espaço de conhecimento e saberes".

"A disciplina terá como foco o estudo das teorias e práticas históricas e contemporâneas dos educadores libertários. Desde as ideias clássicas de Proudhon, Bakunin, Paul Robin, Faure, Francisco Ferrer, Tolstói, passando pelos filósofos Stirner e Nietzsche,  Ivan Illich, Alexandre Neill, Maurício Tragtemberg, Maria Lacerda Moura, até a contemporaneidade com as filosofias da diferença de Foucault, Deleuze, Onfray e a  análise das experiências atuais dos Grupos de Estudo, Bibliotecas e Universidades Livres e os , processos de auto-didatismo que caracterizam as experimentações libertárias de educação" salienta o professor Marques.






PROGRAMA E CRONOGRAMA DA DISCIPLINA


Data
Conteúdo a ser desenvolvido
1 – 14/08
Apresentação e discussão do programa; aspectos organizativos e planejamento do semestre.
2- 21/08

Fundamentos do pensamento libertário: Aproximações

a. Conceitos e ethos Libertário: liberdade; autonomia; ação
direta, ajuda mútua; espíritos-livres

Texto 1: PRÉPOSIET, Jean. Cap. I “Os fundamentos do anarquismo- Raízes históricas In PROPÓSIET, J. Histtória do Anarquismo. Lisboa, Edições 70, 2005. p. 17- 46.

Texto 2: TEIXEIRA,Eduardo. Pensamento Libertário, prática revolucionária e ciência: o "filho marginalizado" do Iluminismo se torna referência d práxis contemporânea. In Revista Território Autônomo, número 2, Outono de 2013, p. 17-26.

Texto 3NASCIMENTO, Rogério. O-be-de-cer: o “abc” do princípio de autoridade, ou da covardia. In Revista VERVE, NuSol, PUC-SP, 2002, pp 90-105.

3 – 28/08
Anarquistas e libertários: Convergências e diferenças

Texto 4: TAIBO, Carlos. “Repensar la anarquia. Acción direta, autogestión e autonomia, Madrid, Catara, 2013, CAP. 1 Sobre el anarquismo, pp 15- 43.
4 – 04/09

Fundamentos Teóricos da Educação Libertária

Texto 5: LUZZETTO, Flávio. Cap. 2 O papel da educação nos planos do anarquismo. In Utopias Anarquistas. São Paulo, Brasiliense, 1987.  pp. 39-63.

Texto 6: GALLO, Silvio. Cap. 1. “ O paradigma anarquista em educação” In Pedagogia Libertária. Anarquistas, Anarquismos e Educação. São Paulo, Imaginário, 2007 , pp 18-32.

Texto 7 : PASSETTI, Edson; AUGUSTO Acácio. Cap, II Atravessando os anarquismos e Cap V.Anarquizar a vidaIn Anarquismos e Educação. Belo Horizonte, Autêntica, 2008.  pp. 31- 51; 93-119.

5 – 11/09
Fundamentos Clássicos Educação Libertária

Godwin e Stirner – Da Educação para a felicidade ao “querer” versus “saber”

Texto 8 : CODELLO, Francisco.Cap. 1 Willian Godwin e a Educação para a felicidade, In “A Boa Educação” . Volume 1 A teoria. São Paulo, Icone/Imaginário, 2007. . pp. 27-67.

Texto 9: CODELLO, Francisco. Cap. 3 Max Stirner: A educação como liberação total. In “A Boa Educação” . Volume 1 A teoria. São Paulo, Icone/Imaginário, 2007.  pp. 77-89
Texto 10: STIRNER. Max. O Falso Princípio da nossa Educação. São Paulo Imaginário, 2001. p. 61-87.


6 – 18/09

Proudhon e Bakunin – Da Instrução Politécnica à Educação como paixão e revolta

Texto 11: CODELLO, Francisco. Cap. 4. Pierre-Joseph Proudhon e a instrução Politécnica,In “A Boa Educação” . Volume 1 A teoria. São Paulo, Icone/Imaginário, 2007.  pp. 90- 106.

Texto 12 : CODELLO, Francisco. Cap. 5 Mikhail Bakunin: A Educação como paixão e revolta, In “A Boa Educação” . Volume 1 A teoria. São Paulo, Icone/Imaginário, 2007.  pp. 107-135.

Texto 13. Bakunin, M. A Instrução Integral (1869) In COÊLHO(Org.)Mikhail Bakunin Obras escolhidas, São Paulo Imaginário/Hedra. 2015.

7 – 25/09
Educação Libertária: experiências históricas

Tólstói e a Educação camponesa de “Iasnáia Poliana”

Paul Robin e o Orfanato de Cempuis

Sébastien Faure e “LA Ruche” “A colméia”

Texto 14. ANTONY, Michel. Cap 2.. O Caso Liev tolstói (1828-1910) e a Experiência de Iasnaia Poliana, In Os Microcosmos. Experiências Utópicas Libertárias. , pp. 82- 85.

Texto 15: RAYNAUD, Jean -Marc. Paul Robin e o orfanato de Cempuis. In Revista Educação Libertária, SP/RJ, Número 2, março de 2014, pp. 27-31

Texto 16: UEBARA, Luiza. A presença de La Ruche: experiências anarquistas. In Revista Verve, número 18, 2010, pp 93-107.

Texto 17: FAURE, Sébastién. La Ruche: Uma experiência de educação libertária antes de 1914 .Revista Educação Libertária, SP/RJ, Número 2, março de 2014, pp, 33-41.



8–02/10
Educação Libertária: experiências históricas

Francisco Ferrer e a “Escola Moderna"

Texto 18: GOLDMAN, Ema. Francisco Ferrer e a Escola Moderna. Revista Educação Libertária, SP/RJ, Número 1. Terceiro Quadrimestre de 2006, pp.25- 36.

Texto 19: GALLO, Silvio. Ferrer e a pedagogia racional: um balanço, cem anos depois. Revista Educação Libertária, SP/RJ, Número 1. Terceiro Quadrimestre de 2006, pp 37-43

Texto 20: FERRER, Francisco. A Renovação da Escola. Revista Educação Libertária, SP/RJ, Número 1. Terceiro Quadrimestre de 2006, pp 62-69.


9 – 9/10

Filme: “A língua das Mariposas”

10 - 16/10
Pensamento Educacional Libertário contemporâneo

Ivan Illich e Maurício Tragtenberg- Da desescolarização da sociedade à desburocratização da Educação

TEXTO 21 ILLICH, Ivan, Sociedade desescolarizada, Porto Alegre, Deriva, 2007. pp 7- 54

Texto 22 TRAGTENBERG, Maurício. Cap 1 e 3: “ A delinquência Acadêmica” e “A escola como organização complexa”In Sobre Educação, política e Sindicalismo. Sâo Paulo, UNESP, 2004.  pp 11-19 , pp. 46 -69.

11 – 23/10
  1. Experiências contemporâneas aproximadas à Educação Libertária

  2. Alexandre Neiil e a Escola Livre de Sumerhill (Inglaterra)
  3. José Pacheco e a Escola da Ponte (Portugal)

Texto 23 ANTONY, Michel. Cap. 22 “Experimentações e teorias próximas do movimento libertário, com inúmeras interações, In Os Microcósmos: Experiências Utópicas libertárias, São Paulo, Imaginário, 2011. , pp 164- 190

Texto 24 PACHECO, José. Escola da Ponte. Formação e transformação da Educação, Petrópolis, Vozes, 4 Ed. , 2011, pp. 12- 59.

12 – 30/10
  1. SEMINÁRIO - Educação Libertária no Brasil
  2. O anarco-sindicalismo e a educação dos trabalhadores Sec XIX e XX
  3. Textos de apoio
  4. Texto 25: NASCIMENTO, Rogério. Escolas de indisciplina: notas sobre sociabilidades anarquistas no Brasil em inícios do Século XX. Revista VERVE, número 14, 2008, pp 106-121.
  5. Texto 26: MORAES, José Damiro. “A Educação Libertária no Brasil: Uma trajetória.
  6. Texto 27: GONÇALVES, Adelaide; BRUNO Allyson. Libertários: educação da solidariedade e educação da revolta. Revista VERVE, número 2, 2002, pp 65-85
  7. Texto 28: VALLADARES, Eduardo. A educação anarquista na República Velha. Revista VERVE, número 7, 2005, pp 153-177.
  8. Texto 29: ARENA, Dagoberto B. Escolas anarco-sindicalistas no Brasil: alguns princípios , métodos e organização curricular, Revista História da Educação, ASPHE/Fa/UFPel, Pelotas, número 22, Maio/Ago 2007, p.87-108
13 – 06/11
  1. SEMINÀRIO – Educação Libertária no Brasil hoje
  2. Educação com K, os novos espaços da Educação Libertária na contemporâneidade
  3. Os espaços educativos-culturais libertários : OKUPAS(squats) Bibliotecas, Ateneus e Centros de Cultura Social;i; Comunidades de Aprendizagem
Documentário Casa da lagartixa Preta

Texto de apoio
Texto 30 : MARQUES, Paulo (et all) Educação Libertária escrita com K:
as experimentações de cultura-eduKação libertárias das Okupas, 2015(Artigo inédito) .
Texto 31 : GALLO, Silvio. A escola pública numa perspectiva anarquista. Instrução pública e suas relações com o Estado. Revista VERVE, 2002, pp 124- 164
Texto 30: LENOIR, Hugues. A autogestão pedagógica: âmbito de referências e campo de práticas. In Educar para emancipar, São Paulo, Imaginário, 2007, pp. 95-125.

14 – 13/11

A contribuição do pensamento de Nietzsche para a Educação Libertária
A crítica à educação e cultura da modernidade

Texto 32: ROCHA, Silvia Pimenta. Tornar-se quem se é: educação como formação, educação como transformação. IN FEITOSA, Charles(et.all) Nietzsche e os gregos, RJ, DP&A, 2006, pp. 267- 278.
Texto 33: GALLO, S. Crítica da cultura, educação e superação de si: entre Nietzsche e Stirner. In FEITOSA, Charles(et.all) Nietzsche e os gregos, RJ, DP&A, 2006, pp. 329-344.
Texto 34: OLSON, Daniel. Nietzsche e o anarquismo. Revista VERVE, número 13, 2008, pp. 134-167.
Texto 35: OLIVO, Pedro Garcia. El Educador Mercenário. Para uma crítica Radical a las escuelas de la democracia(Valencia, 2007)

15 – 20/11
Educação Libertária e Filosofia da Diferença

Texto 36: GALLO, Silvio. “Anarquismo e filosofias da Diferença”Ped, In Pedagogia Libertária. São Paulo, Imaginário, 2007. pp. 241- 265
16 – 27/11
Filme de encerramento
17 – 04/12
Oficina Final




Bibliografia: 


ALVES, Rubem. A Escola que sempre sonhei sem imaginar que pudesse existir. Campinas, Papirus,2012.

ANTONY, Michel. Os Microcosmos. Experiencias utópicas libertárias. Sobretudo Pedagógicas, “Utupedagogias”, São Paulo, Imaginário, 2011.

CODELLO, Francisco. “A Boa Educação”. Experiências Libertárias e teorias anarquistas na Europa, de Godwin a Neill. Volume 1: A Teoria. SP: editora Imaginário, 2007.

FAURE, Sèbastien. La Ruche. Una experiência pedagógica, Madrid, La Malatesta Editorial, 2013.

GADOTTI, Moacir. História das Idéias Pedagógicas. São Paulo: Ática, 8 Ed.2011.

GALLO, Silvio. Pedagogia Libertária. Anarquistas, Anarquismos e Educação.São Paulo, Imaginário, 2007

GUARDIA, Francisco. A Escola Moderna, São Paulo, Editora Biblioteca Terra Livre, 2014.

ILLICH, Ivan. Sociedade desescolarizada, Porto Alegre, Deriva, 2007.

KASSICK, N. KASSICK, C. A Pedagogia Libertária na história da Educação Brasileira. Rio de Janeiro, Achiamé,2004.
__________________________A ex-cola libertária. Rio de Janeiro, Achiamé, 2004.

LENOIR, Hugues. Compêndio de Educação Libertária. São Paulo Intermezzo/Imaginário,2014.
___________________Educar para emancipar. São Paulo, Imaginário, 2007.

LIPIANSKY, Edmond. A Pedagogia Libertária. Sâo Paulo, Imaginário, 2007.

LUENGO, J. La escuela de la Anarquia. Madrid, Ediciones Madre Tierra, 1993.

MACHADO, Roberto. Nietzsche e a verdade. Rocco, 1999.

MORAES, Carmen(Org.) Educação Libertária no Brasil. Acervo João Penteado: inventário de fontes. São Paulo, EDUSP, 2013.

NEILL. A. S. Liberdade sem medo. SP, Ibrasa, 1980.

NEILL. A. S. Um mestre contra o mundo. O fracasso que floriu numa nova escola. SP, Ibrasa, 1978.

NIETZSCHE, F. Escritos sobre educação. São Paulo, Loyola, 2012.

OZAÌ, Antonio. Maurício Tragtenberg. Militância e Pedagogia Libertária. Ijuí, Editora Unijui, 2008.

PASSETTI, Edson. AUGUSTO, Acácio. Anarquismo e Educação. Belo Horizonte, Autêntica, 2008.

RECLUS, Élisée, KROPOKTIN, P. Escritos sobre Educação e Geografia. São Paulo, Editora Biblioteca Terra Livre, 2014.

REIMER, Evert. A Escola está morta. RJ, Ed. Francisco Alves, 1979.

STIRNER, Max. O Falso Princípio da Nossa Educação. São Paulo, Imaginaŕio, 2001.

TRAGTENBERG, Maurício. Educação e Burocracia. São Paulo, UNESP, 2012.

TRASATTI, F. Actualidade de la Pedagogia Libertaria.Madrid, Editorial Popular, 2004.

BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR


ARCHER, Willian. Vida, proceso y muerte de Francisco Ferrer Guardia. Barcelona, Tusquets Editora, 2010.

AZEREDO, V.(Org.) Nietzsche Filosofia e Educação. Ijuí, Editora Unijuí, 2008.

DIÁZ, Carlos. Max Stirner. Uma Filosofia Radical do Eu. São Paulo, Imaginário, 2002.

LARROSA, J. Nietzsche e a educação. Belo Horizonte, Autêntica, 2009.

NEILL, Zoé. SUMMERHILL e A. S. NEILL. A escola com a democracia infantil mais antiga do mundo. Petrópolis, Vozes, 2006.

NEUKAMP, E. Nietzsche O professor. São Leopoldo, Editora Nova Harmonia/Oikos, 2008 .

RANCIÈRE, J. O Mestre ignorante. Cinco lições sobre a emancipação intelectual. Belo Horizonte, Autêntica, 2013.

REVISTA Educação Libertária. São Paulo/Rio de Janeiro. Número 1, Editora Imaginário, abril de 2006

REVISTA Educação Libertária. São Paulo/Rio de Janeiro. Número 2, Editora Imaginário, março de 2014

SAFÓN, Ramón. O racionalismo combatente de Francisco Ferrer y Guardia. São Paulo, Imaginário, 2003.
SILVA, V. A educação pulsional de NIETZSCHE. Jundiaí, Paco Editorial,2012.

STIRNER, Max. O ùnico e a sua propriedade. São Paulo, Martins Fontes, 2009.




Memória e imagens da II JORNADA DE EDUCAÇÃO LIBERTÁRIA DE PELOTAS

Nos dias 9, 10 e 11 de Outubro realizou-se na OCA, Ocupação Coletiva de ArteirXs a II Jornada de Educação Libertária de Pelotas. Essa...